O Grupo Votorantim é conhecido como uma das mais sólidas organizações empresariais brasileiras, com uma gestão financeira consistente e ao mesmo tempo moderna. Em 2004, a diretoria corporativa financeira da Votorantim Industrial (VID) – que congrega as áreas industriais do Grupo – iniciou um processo integrado de gestão financeira, coordenando as captações de empréstimos, aplicações financeiras, gestão de riscos financeiros e planejamento tributário do Grupo.
A Votorantim tem intensificado o relacionamento com investidores. Em maio de 2005, realizou a primeira apresentação dos resultados anuais a investidores. Em junho do mesmo ano, deu início à apresentação trimestral de resultados auditados, em complemento ao resultado consolidado anual – já publicado regularmente.
Este é um processo evolutivo e seus esforços já começam a gerar resultados, como o reconhecimento do mercado e a inclusão da Votorantim Participações – holding operacional do Grupo – na categoria Investment Grade, segundo avaliação da agência internacional de risco Standard & Poors.
A consolidação financeira trouxe ganhos significativos por conta de maior sinergia e redução de custos, bem como melhoria na gestão dos compromissos fiscais do Grupo. Mas é no aumento da solidez financeira da Votorantim que os benefícios são mais tangíveis. Em 2005, esta condição pôde ser aferida em pelo menos quatro grandes operações:
· Emissão de US$ 400 milhões em bônus nos mercados dos Estados Unidos e Europa por prazo de 15 anos, em junho de 2005;
· Standby Facility de US$ 300 milhões – trata-se de uma linha de crédito no exterior para qualquer necessidade. Prazo da linha de 3 anos e 2 anos para pagamento em caso de saque. Novembro de 2005
· Captação de US$ 400 milhões junto ao CAF (Corporación Andina de Fomento) para investimentos nas operações industriais do Grupo, entre eles a Votorantim Cimentos na região Nordeste. Dezembro de 2005.
· Implementação de um novo sistema de proteção cambial que diminuirá materialmente a volatilidade relativa à exposição cambial do Grupo.
Hoje os sinais da saúde financeira do Grupo podem ser medidos com indicadores como o prazo médio da dívida, que foi dilatado do patamar de dois anos, em dezembro de 2003, para cinco anos em dezembro de 2005; e a relação dívida líquida sobre o EBITDA, atualmente na ordem de 0.8, indicando que a geração de caixa é suficiente para saldar toda a dívida líquida em menos de um ano.
Demonstrações financeiras anuais consolidadas
Relatório Anual
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