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NOTÍCIAS

13/11/2017

A Votorantim lucra R$ 519 milhões no terceiro trimestre de 2017

Aumento nos preços dos metais e de energia contribuiu para o melhor resultado alcançado na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.

São Paulo, 13 de novembro de 2017 – O lucro líquido apurado pela Votorantim S.A. nos três meses encerrados em setembro foi de R$ 519 milhões, um aumento significativo ante os R$ 149 milhões registrados no terceiro trimestre do ano passado. A receita líquida teve crescimento de 12%, para R$ 7,5 bilhões, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado foi positivamente impactado pela alta nos preços dos metais na London Metal Exchange (LME) – principalmente o zinco, que teve o preço elevado em 31% – e de energia. Também contribuíram para o melhor resultado alcançado o desempenho das empresas reconhecidas no balanço por equivalência patrimonial: Fibria, Citrosuco e Banco Votorantim. O lucro foi negativamente impactado pelos menores preços e volume de vendas de cimento no Brasil, embora já seja possível vislumbrar um melhor cenário.

O EBITDA ajustado totalizou R$ 1,3 bilhão, com margem de 17%, em linha com o mesmo trimestre do ano passado. A alta nos preços dos metais na LME (além do zinco, o preço do alumínio teve elevação de 24%) foi o principal fator de impacto positivo no EBITDA ajustado, que foi negativamente afetado pelos resultados das operações de cimentos no Brasil e por um efeito não-recorrente.

Os investimentos no período totalizaram R$ 674 milhões, 5% abaixo na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Desse montante, 62% foram destinados a iniciativas de expansão. O projeto de geração de energia eólica Ventos do Piauí recebeu 74% dos investimentos de expansão no trimestre. Com um Capex de R$ 1,2 bilhão, o projeto registrou 96% das obras físicas completadas no fim de setembro e mais de 70% da sua execução financeira. As instalações estão de acordo com o cronograma e todas as turbinas dos aerogeradores dos sete parques eólicos estarão operando em dezembro. Até o final de setembro, quarenta turbinas já estavam em operação. Em setembro, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou o financiamento para o projeto eólico da Votorantim Energia no Piauí.

Os projetos de Cimentos representaram 18% do total do Capex de expansão. Com a conclusão do ciclo de crescimento na Europa e América Latina, a companhia passa a focar na ampliação da planta de Charlevoix, no Estado de Michigan (EUA), com conclusão prevista para o primeiro semestre de 2018. Este projeto adicionará 600 mil toneladas de cimento por ano à capacidade produtiva, atendendo a uma demanda em expansão na América do Norte, e levando a capacidade instalada da Votorantim Cimentos para 55,7 milhões de toneladas por ano, sendo 38% fora do Brasil.

“Os resultados da Fibria, Citrosuco e Banco Votorantim contribuíram positivamente para o lucro líquido consolidado, reforçando a importância da diversificação do nosso portfólio de negócios”, afirma João Miranda, CEO da Votorantim S.A. “A Votorantim completará 100 anos em 2018 e sempre buscou se reinventar, transformando seu portfólio e fazendo com que suas empresas mantenham-se competitivas e preparadas para enfrentar os desafios. O bem-sucedido IPO da Nexa, nova denominação da Votorantim Metais, é mais um passo nessa jornada”, completa João Miranda.

No final do período, a dívida bruta consolidada totalizou R$ 24,9 bilhões, um aumento de 2% na comparação com dezembro de 2016. A dívida líquida ficou em R$ 15,9 bilhões, 8% acima do registrado no fim do ano passado. Com isso, a alavancagem financeira, medida pela relação dívida líquida/EBITDA ajustado dos últimos 12 meses, encerrou o trimestre em 3,85x, 0,44x maior que em dezembro de 2016 e estável na comparação com junho de 2017.

A posição de caixa da companhia no fim do trimestre era de R$ 9,6 bilhões. Em novembro, a Votorantim Cimentos reduziu sua dívida em R$ 557 milhões, utilizando parcela do aporte realizado pela Votorantim S.A. no valor de R$ 700 milhões realizado no trimestre anterior.

O prazo médio de vencimento das dívidas ficou em 7,6 anos. Além de uma sólida posição de caixa, a liquidez da Votorantim S.A. e de suas empresas investidas é fortalecida por linhas de crédito rotativo que, somadas, totalizam US$ 1,2 bilhão, e que expiram em 2020. Tais linhas não estão sendo utilizadas.

“Continuamos com a prudência usual, mantendo uma posição de caixa robusta e um fluxo de amortizações estendido”, avalia Sergio Malacrida, CFO da Votorantim S.A. “A alavancagem ficou estável na comparação com o trimestre anterior, mas se considerarmos no caixa os recursos provenientes do IPO da Nexa e da venda de ativos de cimentos, a alavancagem pro forma seria de 3,01x”, completa Sergio.

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