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NOTÍCIAS

16/08/2017

Votorantim S.A. registra lucro líquido de R$ 554 milhões no segundo trimestre de 2017

Preço dos metais e resultados de empresas investidas, reconhecidas por equivalência patrimonial, contribuíram positivamente para os números consolidados.

A Votorantim S.A. registrou lucro líquido de R$ 554 milhões no segundo trimestre do ano, ante R$ 319 milhões no mesmo período do ano passado. O lucro foi impactado positivamente pela melhor performance das empresas investidas reconhecidas por equivalência patrimonial (Fibria, Citrocuso e Banco Votorantim) e pela reversão de provisão de impostos. Essa reversão de provisão refere-se à exclusão do ICMS da base de cálculo das contribuições para o PIS e a COFINS em depósitos judiciais, e baseou-se no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), em março deste ano.

A receita líquida foi de R$ 6,9 bilhões, 2% menor que no segundo trimestre do ano passado. O recuo dos preços e menores volumes vendidos nas operações de cimento, principalmente no Brasil, e a apreciação de 8% do real frente ao dólar, que afetou a consolidação das operações internacionais, impactaram negativamente a receita no período. Por outro lado, o aumento dos preços dos metais na London Metal Exchange (LME), sendo 35% de aumento no preço do zinco e 21% no do alumínio, compensaram parcialmente a queda citada.

O EBITDA ajustado totalizou R$ 1,5 bilhão, com margem de 22%, 4% acima do registrado no segundo trimestre de 2016. Essa variação se deve principalmente à reversão da provisão de impostos, ao aumento do preço dos metais e a suspensão temporária das operações de níquel, que apresentou EBITDA ajustado negativo no segundo trimestre de 2016, sendo este, o último período com impacto relevante por conta deste efeito.

Os investimentos no período totalizaram R$ 728 milhões, sendo 46% desse valor destinados a projetos de expansão.

Com representatividade de 46% do CAPEX de expansão, a Votorantim Cimentos concluiu a construção da nova fábrica de cimento em Sivas, na Turquia, além de seguir com a expansão na América do Norte. O projeto “Ventos do Piauí”, da Votorantim Energia, recebeu 39% dos investimentos em expansão no trimestre, com um investimento total de R$ 1,2 bilhão, os parques eólicos estavam no final do trimestre com 60% das obras civis completas e mais de 36% do desembolso financeiro. No início de julho, foram comissionadas as primeiras torres que começaram a gerar energia, ainda em fase de testes.

“O projeto eólico é um importante marco na diversificação do portfólio da Votorantim, reforçando nossa presença no mercado de energia limpa”, afirma João Miranda, CEO da Votorantim S.A. “O cronograma de implantação e o valor do investimento dos parques eólicos estão dentro do previsto, e em dezembro, todos os aerogeradores estarão instalados e em operação, para que em janeiro do próximo ano a energia vendida em leilão comece a ser entregue”, completa Miranda. Do total da energia a ser gerada a partir de 2018, 90% já foram vendidos em leilão e 10% serão comercializados no mercado livre.

No final do semestre, a dívida bruta da Votorantim totalizou R$ 25,8 bilhões, um aumento de 6% na comparação com Dezembro de 2016. A dívida líquida cresceu 8% na mesma base de comparação, totalizando R$ 16 bilhões. Com isso, a alavancagem financeira, medida pela relação dívida líquida/EBITDA ajustado dos últimos 12 meses, encerrou o trimestre em 3,89x, maior em 0,45x ante aos 3,44x no final do ano de 2016 e permanecendo estável em relação aos 3,92x do primeiro trimestre de 2017.

A companhia encerrou o segundo trimestre com posição de caixa de R$ 10,3 bilhões, que é suficiente para cobrir todas as obrigações da empresa que vencem nos próximos 5 anos. O prazo médio de vencimento das dívidas é de 8 anos. Além de uma posição de caixa confortável, a liquidez da Votorantim S.A e de suas empresas investidas é fortalecida por linhas de crédito rotativo que somadas totalizam US$ 1,2 bilhão, que expiram em 2020 e não estão sendo utilizadas.

“Mesmo em um cenário econômico desafiador no Brasil, no segundo semestre deste ano, as empresas foram capazes de acessar o mercado de crédito bancário e de capitais internacional com o intuito de alongar o prazo médio de suas dívidas. Continuamos mantendo uma posição de caixa confortável e um perfil alongado da dívida, o que faz com que tenhamos um risco muito baixo de refinanciamento”, afirma Sergio Malacrida, CFO da Votorantim S.A.

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