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NOTÍCIAS

06/04/2017

Votorantim S.A. mantém projetos de expansão e investe R$ 3 bilhões em 2016

Em mais um ano marcado pela retração da economia brasileira, a Votorantim S.A. mantém investimentos e encerra o ano com confortável posição de caixa

São Paulo, 05 de abril de 2017 – Mesmo diante de um cenário econômico adverso no Brasil em 2016, que impactou os resultados da Votorantim S.A., a companhia manteve os investimentos planejados, que totalizaram R$ 3 bilhões no ano. A receita líquida fechou o ano em R$ 26,7 bilhões e o EBITDA ajustado foi de R$ 4,3 bilhões, redução de 9% e de 38%, respectivamente, em relação a 2015.

A redução do EBITDA ajustado reflete a deterioração da economia brasileira, principalmente nos setores de cimento e alumínio. Em 2015, o EBITDA ajustado incorporava dividendos extraordinários pagos pela Fibria, além da venda de ativos (imóveis rurais), que juntos totalizaram R$ 1 bilhão. Desconsiderando estes dois eventos, a queda do EBITDA ajustado seria de 27% em relação ao ano anterior.

Ao final do período, a Votorantim S.A. registrou um prejuízo de R$ 1,3 bilhão, causado principalmente pelo impairment (redução no valor recuperável de ativos) referente à suspensão temporária das operações de níquel e à disponibilização para venda do negócio de aços longos no Brasil – cujo acordo com a ArcelorMittal foi firmado em fevereiro de 2017, envolvendo as operações da Votorantim Siderurgia no país. O impairment referente a esses dois eventos correspondeu a R$ 1,8 bilhão e impactou o resultado consolidado.

O Capex totalizou R$ 3,0 bilhões em 2016, valor em linha com o investido no ano anterior (R$ 3,2 bilhões). Os projetos de expansão receberam 51% dos investimentos, principalmente em projetos e regiões considerados com alto potencial de crescimento pela Votorantim S.A.

“Nossos resultados foram negativamente impactados por um cenário brasileiro mais adverso, mas mesmo em tal cenário mantivemos os investimentos que já estavam aprovados”, avalia João Miranda, diretor-presidente da Votorantim S.A. “Trabalhamos com uma perspectiva de longo prazo e, considerados os últimos 5 anos, muitos de nossos investimentos, que totalizaram mais de R$ 14 bilhões, foram direcionados para negócios e regiões promissores e que passarão a gerar caixa a partir deste ano”, afirma João Miranda.

As operações de cimento representaram 75% dos investimentos em expansão em 2016, incluindo as fábricas inauguradas no Brasil e na Bolívia e projetos em construção na Turquia e EUA. Em zinco, os investimentos de expansão foram destinados para o projeto de aprofundamento da mina em Vazante (MG), que ampliará sua vida útil em 10 anos. Em energia, o parque eólico Ventos do Piauí recebeu mais de 20% do investimento previsto de R$ 1,1 bilhão, desde o início de sua implantação em 2015.

Os investimentos consolidados da Votorantim S.A. não incluem o projeto de expansão da planta de celulose da Fibria em Três Lagoas (MS), no qual já foram investidos R$ 4,3 bilhões desde o início da sua construção, em 2015. A Fibria, empresa na qual a Votorantim S.A. possui participação de 29,42%, é reconhecida nos resultados da Votorantim por equivalência patrimonial.

Redução da Dívida e Gestão Financeira

Ao final de 2016, a dívida bruta consolidada totalizou R$ 24,4 bilhões, 20% menor do que em dezembro de 2015. Já a dívida líquida atingiu R$ 14,7 bilhões, 24% menor em relação ao mesmo período do ano anterior. A redução da dívida é consequência, principalmente, da valorização do real frente ao dólar e também da amortização decorrente das iniciativas de gestão de passivos executadas pela companhia ao longo do ano passado.

A alavancagem, medida pela relação dívida líquida / EBITDA ajustado, encerrou 2016 em 3,43x, ante 2,79x em dezembro de 2015, também impactada pelo cenário de recessão da economia brasileira. A companhia registrou caixa de R$ 10,2 bilhões no ano e, além da posição confortável de caixa, a Votorantim S.A. e suas empresas investidas possuem duas linhas de crédito rotativo (Revolving Credit Facilities) no total de US$ 1,2 bilhão com 14 bancos, que expiram em 2020, e que não estão sendo utilizadas

“Diante de um cenário volátil, mantivemos uma posição de liquidez confortável, com perfil alongado de amortização de dívidas e prazo de médio de vencimento de 7,6 anos. Nossas empresas estavam preparadas para um cenário mais adverso”, afirma Sergio Malacrida, CFO da Votorantim S.A.

Resultados por empresa

Votorantim Cimentos

Na Votorantim Cimentos, o bom desempenho das operações na América do Norte e na Europa, África e Ásia no último ano contribuiu para compensar o impacto do cenário brasileiro nos resultados consolidados.

O ano de 2016 foi marcado pela conclusão de investimentos e inaugurações como a fábrica de Primavera (Pará), que adicionou à capacidade de produção da empresa 1,2 milhão de toneladas de cimento por ano, e da unidade em Yacuces (Bolívia), que começou a operar em dezembro adicionando capacidade de 1,0 milhão de toneladas por ano. A Votorantim Cimentos ainda manteve seus investimentos na Turquia (Sivas), Estados Unidos (Charlevoix) e Argentina (San Luis e Olavarría), com expectativa de início das operações em 2017, 2018 e 2019 respectivamente, a fim de reforçar seu posicionamento nestas regiões.

Na América do Norte, as operações tiveram desempenho positivo em função do cenário econômico favorável, refletindo em maiores preços e volumes vendidos de cimento e concreto nos Estados Unidos. Já no cluster formado por Europa, África e Ásia, destacamos a melhora da performance operacional, especialmente no Marrocos, que se beneficiou de um ambiente estável com aumento de investimentos em infraestrutura, em adição à otimização de custos em todas as regiões.

A receita líquida consolidada da empresa somou R$ 12,7 bilhões em 2016, 10% inferior à registrada no ano anterior, em função principalmente da menor demanda por cimento no Brasil. De acordo com o Sindicato Nacional das Indústrias de Cimento (SNIC), as vendas no mercado brasileiro caíram 11,7% comparadas às vendas de 2015.

O EBITDA ajustado totalizou R$ 2,41 bilhões em 2016, 25% inferior ao registrado em 2015, parcialmente compensado pelos crescimentos na América do Norte e na Europa, África e Ásia.

“Adequamo-nos ao cenário de desaceleração da economia, implementamos medidas para obter maior excelência e eficiência operacional e adequamos nossa produção à demanda para manter a competitividade e superar o atual ciclo, que já revela indícios de estabilidade. Estamos preparados e melhor posicionados para retomada do crescimento da economia brasileira”, afirma Lorival Luz, CFO da Votorantim Cimentos.

Votorantim Metais

A Votorantim Metais, cuja moeda funcional é o dólar americano, fechou 2016 com receita líquida de US$ 1,8 bilhão, aumento de 3% em relação a 2015. A companhia registrou um EBITDA ajustado de US$ 380 milhões, recuo de 12% provocado pelo aumento dos gastos em prospecção e provisões ambientais. Caso esses efeitos extraordinários fossem desconsiderados, o EBITDA teria sido de US$ 501 milhões, 6% maior na comparação com o ano anterior.

A Votorantim Metais encerrou 2016 com uma relação dívida líquida/EBITDA ajustado de 0,35x comparado a um índice de 0,83x no final de 2015. A companhia registrou uma geração de caixa robusta de US$ 683 milhões, 69% acima do ano passado. No final de 2016, a Milpo executou uma transação de streaming de prata - contrato de fornecimento continuado de produção mineral - no valor de US$ 250 milhões.

“Em um ano desafiador, operamos com capacidade máxima de produção de concentrados e de zinco metálico, o que nos permitiu ampliar a participação no mercado internacional. Para 2017, seguiremos focados no desenvolvimento de nossos projetos de expansão, na redução de custos, no incremento de eficiência e na integração cada vez maior entre as operações do Brasil e do Peru”, afirma o CFO Mario Bertoncini.

Companhia Brasileira de Alumínio

Em 2016, a receita líquida da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) totalizou R$ 4,2 bilhões, queda de 9% em relação ao ano anterior, impactada principalmente pela redução no volume de vendas de energia. Em relação à comercialização de alumínio, a receita apresentou queda de 3%, como reflexo da retração do mercado nacional, impactando diretamente o mix de vendas entre alumínio primário e transformado.

O EBITDA ajustado da CBA totalizou R$ 52 milhões, redução de 93% em relação ao ano anterior, impactado principalmente pelo efeito da incorporação dos ativos de níquel, pela queda no volume de vendas e preços de energia, bem como pela menor demanda por alumínio no mercado local. Caso não fosse considerado o efeito do níquel, o EBITDA ajustado seria de R$ 275 milhões, uma redução de 66% em relação ao período anterior.

“Apesar do forte impacto da economia e de fatores exógenos no resultado da CBA, em 2016 a empresa ganhou robustez e está operando com maior estabilidade e eficiência. Seguimos na busca por novas oportunidades de mercado alinhadas à nossa estratégia de longo prazo”, comenta Luciano Alves, Gerente-geral Financeiro da CBA.

Aços longos

De acordo com a World Steel Association, o mercado mundial de aço fechou o ano de 2016 com um excesso de capacidade instalada ao redor de 800 milhões de toneladas, mais de 25 vezes o consumo brasileiro, o que continua sendo um desafio para o setor.

A receita líquida de aços longos na Colômbia e na Argentina totalizou R$ 1,6 bilhão em 2016, 20% inferior à de 2015, devido a menores volumes comercializados. Na Argentina, houve revisão dos projetos de infraestrutura e medidas de ajuste tomadas pelo novo governo, que impactaram a demanda. Na Colômbia, a redução de obras do programa de infraestrutura e uma greve de caminhoneiros, que teve duração de 45 dias, restringiram as vendas, além da depreciação de 21% do peso colombiano no ano (média do período) em relação ao real, que teve um efeito negativo na consolidação dos resultados. O EBITDA ajustado totalizou R$ 304 milhões, 21% inferior ao ano de 2015.

Os valores apresentados no resultado consolidado não consideram os resultados das operações de aços longos no Brasil, que foram classificados como disponíveis para venda nas demonstrações financeiras de 2016. Em fevereiro de 2017, a Votorantim S.A. e a ArcelorMittal Brasil assinaram acordo pelo qual a Votorantim Siderurgia passa a ser subsidiária da ArcelorMittal Brasil e a Votorantim S.A. passa a deter uma participação minoritária no capital da ArcelorMittal Brasil.

A combinação dos negócios resultará em um produtor de aços longos com capacidade anual de produção de 5,6 milhões de toneladas de aço bruto e de 5,4 milhões de toneladas de laminados, além de gerar sinergias de custos, logísticas e operacionais. O acordo está sujeito às aprovações regulatórias no Brasil, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), e o cumprimento de determinadas condições do previstas no acordo.

Fibria

A Fibria registrou volume de vendas de 5,50 milhões de toneladas em 2016, 8% superior a 2015. No acumulado do ano, o EBITDA ajustado totalizou R$ 3.742 milhões, com margem de 43% ─ sem considerar efeito Klabin ─. A receita líquida totalizou 9.615 milhões, 5% inferior à registrada em 2015, em função da queda do preço médio líquido em dólar em 15%, parcialmente compensada pelo maior volume de vendas no período de 8%, e um aumento de 5% no câmbio médio de 2016 em comparação a 2015.

O lucro líquido em 2016 totalizou R$ 1.664 milhão, um crescimento de 365% em relação a 2015. A alavancagem ficou em 3,3 vezes, em dólar, em linha com o planejado e dentro dos limites estabelecidos pela Política de Endividamento e Liquidez da companhia.

O ano de 2016 terminou com o andamento das obras de construção da segunda linha de produção de celulose da Fibria em Três Lagoas (MS), o Projeto Horizonte 2 encerrou o ano com 77% do projeto realizado e com avanço financeiro de 57%, faltando R$ 3,2 bilhões a realizar.

A Votorantim possui uma participação de 29,42% na Fibria e reporta os resultados proporcionais da empresa pelo método de equivalência patrimonial, seguindo as normas do IRFS ( International Financial Reporting Standards).

Citrosuco

A safra de 2015-2016 foi impactada por adversidades climáticas, que prejudicaram tanto a quantidade quanto a qualidade das frutas produzidas no Brasil. Nos Estados Unidos a produção também ficou abaixo do esperado. A queda nos níveis de estoque fez com que o preço da commodity subisse no último trimestre da safra, se projetando em patamares muito mais elevados para a safra seguinte.

A Citrosuco encerrou a safra 2015-2016 com EBITDA de US$ 117 milhões e com uma dívida líquida de US$ 246 milhões. Frente ao aumento da dívida líquida e à diminuição do EBITDA ajustado, a alavancagem da empresa passou de 1,15x para 2,10x entre as safras de 2014-2015 e 2015-2016, permanecendo em nível adequado à sua estrutura de capital.

A Votorantim S.A. possui uma participação de 50% na Citrosuco e reporta seus resultados proporcionais pelo método de equivalência patrimonial.

Banco Votorantim

O Banco Votorantim apresentou o lucro líquido de R$ 426 milhões em 2016. Os principais destaques do resultado anual foram o crescimento da Margem Financeira Líquida, o aumento das receitas de prestação de serviços e tarifas, e o controle da base de despesas, com crescimento das despesas de pessoal e administrativa abaixo da inflação.

A inadimplência acima de 90 dias em dezembro de 2016 foi de 5,5%, estável em relação a Set/16, e 0,2% inferior a Dez/15. O patrimônio líquido totalizou R$ 8,4 bilhões no final de 2016, crescimento de 11% ante 2015. O Índice de Basileia terminou dezembro de 2016 em 15,1%, com Capital Nível I de 11,2%, e superior ao capital mínimo regulatório de 10,5%.

A Votorantim Finanças, que possui 50% do capital do Banco Votorantim, reporta seus resultados proporcionais pelo método de equivalência patrimonial, seguindo as normas contábeis vigentes.

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