CBA

Em 2018, a CBA avançou de forma consistente no seu processo de transformação, iniciado há quatro anos, a partir da revisão da sua estratégia de negócio. Um dos principais destaques dessa mudança foram os trabalhos de fortalecimento e evolução cultural que envolveram as lideranças e foram desdobrados para todos os níveis da companhia.

Embora ainda em andamento, esse processo já contribuiu para posicionar a CBA entre os 10% de companhias com os melhores resultados em relação ao clima organizacional, de acordo com a metodologia da Korn Ferry-HayGroup. Com índice de favorabilidade de 81%, apontado por 96% dos profissionais que participaram voluntariamente da consulta, a companhia alcançou o percentil 90, tornando-se referência de mercado.

Outro importante passo foi a implementação do Processo de Aceleração de Captura de Valor, que contou com a realização de mais de 800 iniciativas transversais entre áreas e participação direta de cerca de 10% dos empregados da CBA. Houve ganhos relevantes no Ebitda ajustado e no amadurecimento de gestão para a competitividade. Nesse contexto, a receita líquida encerrou o ano em R$ 5,4 bilhões, e o Ebitda ajustado alcançou R$ 832 milhões.

No que diz respeito à estratégia, em 2018 a CBA consolidou seu posicionamento no mercado para produtos Transformados como provedora de soluções e serviços em alumínio, por meio de cocriação e coengenharia com clientes nos segmentos de transportes e embalagens e obteve incremento nas exportações para os Estados Unidos para o abastecimento de clientes estratégicos.

No negócio de produtos Primários, o foco se manteve em excelência operacional e otimização de custos, com destaque para a implementação de projetos de melhoria de performance operacional alinhada a ganhos ambientais, a exemplo do projeto Green Soderberg, com a montagem de 24 fornos-pilotos, aperfeiçoados em relação às 12 unidades que haviam sido instaladas em 2017. Essa operação, além de permitir a alimentação automática das cubas eletrolíticas com alumina, reduzirá as emissões atmosféricas e aumentará a segurança das operações. Outra solução, cuja implantação foi iniciada em 2018, é o projeto de caldeira de produção de vapor à biomassa na área de alumina. Com capacidade de produzir 160 toneladas/hora de vapor, irá contribuir para uma maior diversificação da matriz energética da CBA, seguindo a tendência do “alumínio verde”, cuja certificação é de responsabilidade da Aluminium Stewardship Initiative (ASI), entidade global dedicada à definição de parâmetros e à certificação para a sustentabilidade e a rastreabilidade de custódia na cadeia do alumínio. A CBA é membro da ASI e em 2018 fez uma ampla avaliação interna sobre seus processos, comparando-os a padrões mundiais como preparação para a certificação.

Em relação às barragens, a CBA possui duas para armazenamento de água e quatro para rejeitos, distribuídas nas unidades de Alumínio (SP), Itamarati de Minas (MG), Miraí (MG) e Niquelândia (GO). Todas seguem as diretrizes do Sistema Integrado de Gestão da Segurança de Barragens (Sigbar), adotado pela CBA para garantir a integridade física de suas barragens, bem como possuem um Plano de Segurança de Barragens (PSB) e Plano de Atendimento a Emergência (PAE). Para aprimorar o sistema de segurança foi iniciado ao fim de 2018 nas unidades de Mirai e Itamarati um projeto de comunicação no contexto do PAE, com reuniões com o poder público e lideranças comunitárias para reforçar o diálogo aberto com stakeholders estratégicos e com a comunidade. Essas mesmas ações serão realizadas para as unidades de Alumínio e Niquelândia.

Ainda em 2018, foi lançada a nova marca da CBA, que reflete a transformação pela qual a companhia vem passando.