Relações com Investidores

Embora seja uma empresa de capital fechado, a Votorantim dispõe de diversos canais e ações para se relacionar com o mercado financeiro. Seus resultados são divulgados anualmente e trimestralmente no site de Relações com Investidores (RI) e para a imprensa, acompanhados de teleconferências com investidores e analistas do mercado financeiro. São ainda divulgados comunicados sempre que algum fato relevante ocorre na Votorantim ou nas empresas investidas.

Além disso, são promovidos anualmente o Encontro com o Mercado, há 14 anos consecutivos, em São Paulo, e o Votorantim Day, há oito anos, em Nova Iorque. Nesses eventos, cujo objetivo é estreitar o relacionamento com bancos e investidores, são abordados o cenário macroeconômico, as estratégias e os resultados da companhia.

Em 2018, a Votorantim reformulou seu site de RI nas versões português e inglês. Integrado ao site institucional da Votorantim, o novo layout seguiu as diretrizes do reposicionamento da marca, também realizado no ano, com o objetivo de oferecer aos usuários melhor navegabilidade.

Resultados 2018

Resultados operacionais
Perante um cenário de incertezas político-econômicas, a Votorantim manteve a prudência na execução das diversas ações referentes à transformação do portfólio e, ao mesmo tempo, o desempenho de suas empresas investidas levou a resultados consolidados mais robustos que os do período anterior.

Em uma visão consolidada, a Votorantim registrou receita líquida de R$ 31,9 bilhões, 19% superior à de 2017, em virtude principalmente do melhor resultado apresentado pelas operações brasileiras de cimento, e à depreciação do real frente ao dólar norte-americano, que impactou positivamente a consolidação das operações no exterior. O maior volume de vendas de zinco dos smelters e o aumento dos preços de alumínio também contribuíram para o resultado.

O Ebitda ajustado totalizou R$ 6,9 bilhões, aumento de 47% em relação a 2017, também em razão, principalmente, dos melhores resultados das operações de cimento no Brasil e da depreciação do real diante do dólar.

Lucro líquido e geração de caixa
A Votorantim registrou um lucro líquido de R$ 2,0 bilhões no ano, frente a um lucro líquido de R$ 810 milhões em 2017. A variação positiva no resultado operacional se deve principalmente ao aumento no Ebitda ajustado.

O resultado de participações societárias aumentou R$ 416 milhões, devido ao maior lucro líquido das empresas investidas que são reconhecidas pelo método de equivalência patrimonial, especialmente Fibria e Banco Votorantim.

O resultado financeiro foi superior em R$ 446 milhões, principalmente devido ao efeito não caixa do aumento de R$ 417 milhões no valor justo dos instrumentos derivativos, utilizados para converter os empréstimos bilaterais em dólar norte-americano para real.

A variação negativa de R$ 928 milhões em Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social (CS) é explicada principalmente pelo aumento do prejuízo fiscal diferido relacionado ao impacto da reorganização societária executada pela Votorantim Cimentos.

As operações descontinuadas refletem especialmente a classificação dos ativos da Índia como disponíveis para venda, executada pela Votorantim Cimentos em 2018.

No ano, o Fluxo de Caixa Operacional (FCO) totalizou R$ 1,5 bilhão, um aumento de 121% em relação a 2017, principalmente devido ao aumento do Ebitda ajustado e à redução do Capex. O Fluxo de Caixa Livre (FCL) totalizou R$ 400 milhões. A variação negativa de R$ 2,5 bilhões quando comparado a 2017 deve-se principalmente ao recebimento de recursos da oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da Nexa e à venda de ativos não estratégicos pela Votorantim Cimentos em 2017.

Liquidez e endividamento
No fim de 2018, a dívida bruta consolidada totalizava R$ 24,5 bilhões, 1% menor em relação a 2017. Apesar do pagamento antecipado de R$ 1,9 bilhão de dívidas, principalmente pela Votorantim Cimentos, a redução da dívida bruta foi compensada pela depreciação do real em relação ao dólar norteamericano (de R$/US$ 3,31 em dez/17 para R$/US$ 3,87 em dez/18).

O efeito de subsidiárias excluídas da consolidação representa o total da dívida do parque eólico Ventos do Piauí, que agora é considerado no nível da joint venture, formada pela Votorantim Energia e o CPPIB, e por isso não é mais consolidado no resultado da Votorantim.

O caixa, os equivalentes de caixa e as aplicações financeiras totalizaram R$ 11,0 bilhões, 42% dos quais denominados em reais.

A Votorantim e a Votorantim Cimentos possuem duas linhas de crédito rotativo (Revolving Credit Facilities) que expiram em 2023, no total de US$ 700 milhões, que somadas ao caixa totalizam uma posição de liquidez de R$ 13,7 bilhões.

A dívida líquida totalizou R$ 13,2 bilhões, 7% maior do que em 2017, refletindo principalmente a depreciação do real diante do dólar norte-americano. A alavancagem financeira, dada pelo quociente dívida líquida/Ebitda ajustado, atingiu 1,91x, uma queda substancial de 0,71x se comparada a dezembro de 2017 e 0,69x na comparação com setembro 2018.

Investimentos
O Capex totalizou R$ 2,6 bilhões, 17% inferior ao registrado a 2017. Os projetos de expansão representaram 24% dos recursos investidos.

Os projetos da Votorantim Cimentos representaram 34% do total destinado a expansão. Representando 56% do total de investimentos em expansão, a Nexa manteve, entre outros, os investimentos no projeto de aprofundamento da mina em Vazante, em Minas Gerais no Brasil. O propósito é aumentar a vida útil da mina até 2027, garantindo o fornecimento de zinco.

O parque eólico da Votorantim Energia – Ventos do Piauí I – respondeu por 10% do total de investimentos em expansão, destinados para a conclusão da execução financeira do projeto, no início do ano.