Conservação do Meio Ambiente

O compromisso da Votorantim com a preservação do meio ambiente se manifesta por meio da influência sobre as empresas investidas para que elas se preocupem a todo o instante com os impactos das suas atividades e também com a conscientização dos públicos interno e externo sobre a necessidade de assegurar um futuro sustentável para as próximas gerações.
Dessa forma, as empresas investidas adotam iniciativas para dimensionar – e reduzir – o uso de recursos naturais, como água e energia elétrica, a geração de resíduos e a emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE), além de atuarem perante sua cadeia de fornecedores, monitorando os impactos negativos dos parceiros e contribuindo para que eles também adotem as melhores práticas. Clique aqui e saiba mais.

Gestão de ativos ambientais

A Reservas Votorantim (Reservas) atua na gestão dos ativos ambientais das empresas investidas, que tem como propósito gerar valor compartilhado, o que significa criar receitas na cadeia produtiva por meio da conservação dos territórios, dos recursos hídricos e do desenvolvimento das comunidades.

Sob sua gestão estão 62 mil hectares, distribuídos em dois Legados: o das Águas, maior reserva privada de Mata Atlântica do Brasil, espalhada pelos municípios paulistas de Juquiá, Miracatu e Tapiraí; e o Verdes do Cerrado, reserva particular de desenvolvimento sustentável, localizada no município de Niquelândia, em Goiás.

Em 2018, a Reservas deu início ao negócio de Compensação de Reserva Legal com proprietários rurais, alguns dos quais com contratos em operação. Nesse mesmo sentido, promoveu esses serviços em feiras de agronegócio.

No Legado das Águas, a aproximação com a Fundação Florestal de São Paulo resultou na elaboração de um plano compartilhado com o Parque Jurupará, que possibilitará aproveitar oportunidades em pesquisa e ecoturismo. Além disso, o trabalho de melhoria da gestão do turismo beneficiou as cidades do entorno. Com isso, duas delas já detêm o título de município de interesse turístico.

Legado Verdes do Cerrado

No Legado Verdes do Cerrado, criado em 2017 em parceria com o Governo de Goiás, outra frente é o reflorestamento de nascentes de proprietários rurais, que tem se refletido em grande demanda por aquisição de mudas, o que levou o viveiro a ter sua capacidade ampliada de 40 mil para quase 300 mil mudas. Parte delas é utilizada em um projeto de reflorestamento em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e pequenos produtores. O Legado doa as mudas e, em mutirão com os agricultores e a Faeg, realiza o plantio. A iniciativa já permitiu a recuperação de quatro nascentes da região de Niquelândia.

Na área de Cerrado, o Legado iniciou também pesquisa para a quantificação do volume de carbono. Em parceria com o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e a Universidade Federal de Goiás (UFG), a ideia é calcular com precisão o sequestro de carbono em uma rede adensada do Legado Verdes do Cerrado para ser utilizada como amostra.

O trabalho, que deve se estender por dois anos, está em andamento em uma área de 31 mil hectares e foi desenhado de forma a ter um elevado grau de precisão.

Além de todas essas práticas – replicadas da experiência adquirida no Legado das Águas –, o Legado Verdes do Cerrado conta com um adicional: o plantio de soja em parte da área antes destinada ao cultivo de eucalipto. Na safra 2017/2018, mil hectares receberam plantio, com a posterior colheita de 55 mil sacas de soja.

Inovação em biodiversidade

No Legado das Águas foi realizado um projeto de mapeamento genético das plantas da Mata Atlântica, com potencial para desenvolvimento de bioprodutos. Com ferramentas de alta tecnologia, foram sequenciados o DNA de mais de 50 espécies em busca de matéria-prima que pode ser de interesse das indústrias farmacêutica e de cosméticos. Assim, ao longo dos últimos três anos, foi criado banco de dados específico de uma floresta tropical, denominado “Floresta Digital”.

Em outra iniciativa de inovação colaborativa foi desenvolvido um sistema de rastreabilidade da produção vegetal do viveiro, intitulado Código Verde. Inovador no mercado, o software possibilita identificar todas as plantas nativas da localidade, de forma que os interessados em adquirí-las possam acessar, via QR-Code no celular, a origem da semente e como foi conduzido o processo de produção. Os dados conferem mais segurança, na medida em que é possível adotar soluções rápidas caso ocorra algum problema com o paisagismo, pelo fato de a vida útil das espécies ter sido integralmente monitorada. O projeto conquistou o prêmio da GS1 Brasil, a Associação Brasileira de Automação.

No Cerrado, foi iniciado um projeto de agrofloresta, que consiste em estabelecer, em um mesmo terreno, diversas espécies com ciclos diferentes de vida (hortaliças, frutas, madeira, entre outros), com produção durante todo o ano. A ação, em parceria com o Instituto Tiradentes, envolve seis hectares de agricultura sintrópica que, disseminada entre os agricultores locais, tem grande potencial de geração de renda.